Um Reino muito, muito…próximo!

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foto: Isabela Ribeiro

Alguns acontecimentos dos últimos anos envolvendo cristãos, somados às minhas próprias experiências cristãs, me fizeram refletir muito sobre quem é Jesus, o que é o Reino de Deus e em que consiste o cristianismo. Muito já ouvi falar sobre Reino de Deus, da explicação mais simples até a mais elaborada e complexa, difícil de ser entendida. Quero deixar aqui, resumidamente, o fruto de minhas reflexões, que com certeza continuarão.

A essência do Reino

Fomos criados para amar. Por amor Deus nos fez, por amor não nos destruiu, pelo amor ordenou que nos reproduzíssemos e que cuidássemos da criação, nos convidando a co-criar com Ele. O amor é a base e a essência de tudo, e é peça fundamental para a vida plena do maior projeto de Deus: o ser humano. O mundo tem gritado por amor, e isso não é de hoje. Em todo o tempo, o que as pessoas querem é amar e receber amor, um amor limpo, livre de interesses, julgamentos e preconceitos. Saímos de um Deus que é puro amor e relacionamento, somos a Sua imagem e semelhança, logo, uma de nossas maiores necessidades é o amor, através de relacionamento.

Porque o “amor de Deus” é rejeitado

Como filhos de Deus e pequenos cristos na Terra, somos, ou pelo menos deveríamos ser, aqueles que conhecem de perto e claramente o amor gracioso de Deus e são cheios dele, o que nos torna não só responsáveis por levar, mas indesculpáveis por não levar o amor de Cristo a outros. Lamentavelmente, muitos de nós, especialmente os que tem ocupado lugares de destaque perante a sociedade, tem vendido (literalmente) um amor distorcido, condicional e caro às pessoas, cobrando por aquilo que nos foi dado de graça e condenando ao inferno aqueles que encontraram outras formas de amor que não condizem com os princípios bíblicos. Sinto dizer, se a Igreja não cumpre com o seu principal papel de amar como Cristo ama, as pessoas inevitavelmente vão procurar amor em outras coisas, e aviso aos navegantes, irão encontrar! O ser humano tem a tendência de amar quem o ama, quem o aceita, quem o acolhe e está sempre presente, pois é assim que a nossa Matriz (Deus) é. Não há nada no mundo que não contenha amor na sua estrutura, mesmo que de forma destorcida, pois Deus é amor e é o princípio de tudo, é o Criador!

A Verdade liberta!

A Igreja precisa urgentemente entender que Jesus não veio impor o seu reinado, seus princípios e vontade. É claro que Ele tem uma vontade boa, perfeita e agradável para a humanidade, mas ele não a impôs a ninguém. Ele veio oferecer, se oferecer gratuitamente a nós, nos mostrar Seu amor incondicional e profundo. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará” Lucas 9:23-24 (NVI).  Repare que Ele disse “se alguém quer vir após mim”, e não “venha após mim”, isso foi um convite, não uma ordem. Logo adiante Ele acrescenta: “negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me”; essas são responsabilidades daqueles que antes quiseram, por livre e espontânea vontade, segui-Lo.  Por causa desse amor gracioso, acolhedor, sem preconceitos e livre, as pessoas vinham até ele, elas eram atraídas pelo próprio amor que Ele exalava, a vida de Cristo era o principal convite. As pessoas simplesmente decidiam seguir a Cristo, e, olhando para Ele, para a maneira como Ele vivia, banhadas de amor e graça (favor imerecido), elas eram incentivadas a caminhar na luz, e sentiam a necessidade de mudar, sendo transformadas dia após dia, no corpo, na mente e na alma. O reino, de maneira espontânea, era todo Dele. Que assim seja novamente em nós, para que o Reino continue sendo Dele, e nunca nosso, para que a igreja pare de criar barreiras que impedem as pessoas de terem a maravilhosa experiência de conhecerem o amor a a graça do Pai, e serem salvas de si mesmas, como nós buscamos ser todos os dias. Amém.

Isabela Ribeiro

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