VEJA A NECESSIDADE

O serviço ao Reino é algo que vai transformando nosso coração. Quanto mais servimos, mais somos moldados ao caráter e coração de Deus. Mas porque mesmo sabendo disso fazemos tão pouco? Porque “cumprimos” o IDE (Marcos 16.15) apenas de uma forma que nos agrada e nos parece fácil? Dizemos amar as pessoas, entretanto, não perdemos uma oportunidade sequer de colocá-las em segundo plano ansiando nos favorecer em tudo.

Vestimos camisetas com frases sobre o nosso – suposto – amor a Deus, mas vivemos em guerra com nossos irmãos e em absoluta desobediência a Ele. Publicamos trechos bíblicos em nossos perfis nas redes sociais, porém, isso não tem gerado mudança alguma em nosso caráter. Temos apenas ouvido, mas falhamos constantemente na prática (Tiago 1.22) da Mensagem. Vivemos uma vida de aparência, nada, além disso.

Todos os dias somos presenteados com oportunidades que nos fazem receber, visitar e cuidar dos pequeninos (Mateus 25.35-36) que Jesus nos disse. Sabemos que quando fazemos a eles, fazemos também a Cristo, pois foi Ele quem nos garantiu isso e, bem sabemos que “Ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.” (2 Timóteo 2:13). 

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Uma das maneiras que provavelmente você tenha recebido alguma oportunidade de servir pode ter sido através de um morador de rua ou dependente químico em situação de rua – estes fazem parte dos pequeninos em nossa sociedade hodierna – e o que você fez? Nesse momento você pode se perguntar; Mas o que fazer a estes? O que eles precisam? Se voltarmos nossa atenção ao texto de Mateus 25 onde Jesus falava acerca do juízo final, saberemos o que eles precisam e o que devemos fazer para assisti-los. Eles têm fome, sede, estão em terra desconhecida, sentem frio pela falta de roupas, ficam doentes e por vezes estão aprisionados – até mesmo fora de uma prisão. Entretanto, o que faremos? Vamos ao encontro da necessidade deles. É SIMPLES! Em seus milagres, Jesus não fez nada além de ver o cenário e fazer exatamente aquilo que as pessoas ou situações necessitavam. Foi assim com o cego que estava mendigando próximo a Jericó (Lucas 18.35-42) e Jesus, para nos ensinar a atender os ‘pequeninos’, perguntou: “O que é que você quer que eu faça?” (v.41), perceba que Jesus procura saber a real necessidade daquele homem, que com muita fé respondeu-lhe: “Senhor, eu quero ver de novo!” (v.41b), então Jesus em um ato maravilhoso simplesmente disse: “Veja!” (v.42) e aquele homem foi imediatamente curado.

Às vezes queremos ajudar as pessoas com aquilo que elas não estão precisando e pensamos que estamos certos, que fazemos muito e de que elas é que estão erradas e devem aceitar aquilo que fazemos mesmo que as necessidades sejam outras, por que na verdade elas nem sabem do que precisam. É isso que pensamos! Precisamos entender de que nada adianta dar uma roupa para uma pessoa padecendo de fome, de que é inútil oferecer um prato de comida pra quem acaba de ser atropelado. Devemos ver a necessidade e então, só então, agir com o mesmo amor e graça que Ele nos ensinou, com palavras e ações práticas e transformadoras.

Em muitas ocasiões ouvi pessoas questionando a fome e a miséria de nosso mundo, atribuindo a culpa das tragédias a Deus. Quanta imbecilidade! Loren Cunningham, fundador da JOCUM (ONG missionária), cita em um dos seus livros uma frase de um de seus amigos que vou parafrasear: “2/3 de toda riqueza mundial está nas mãos de cristãos! E porque ainda temos pessoas morrendo de fome e por doenças ao redor do mundo? Porque o cristão de nossos tempos não está preocupado com o outro, mas apenas consigo mesmo.” Reafirmo: vivemos uma vida de aparência, nada, além disso.

Gosto da frase de Martin Luther King que sabiamente afirmou: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.”. Esta frase me faz lembrar de que nós, cristãos, NÃO PODEMOS NOS CALAR. Precisamos nos lembrar que as pessoas em situação de rua fazem parte dos pequeninos que Jesus graciosamente nos avisou, e elas possuem dignidade, nomes, necessidades e esperança por dias melhores. Dói-me a discriminação e falta de respeito com essas pessoas. Entristeço-me com a falta de misericórdia, amor e graça com que eles são tratados por nós. Se a mim isso faz mal, quanto mais a Cristo? Eles não são os únicos pequeninos de nossos dias, mas são parte deles. Fazendo a eles, a Cristo fazemos. Estes são o José, o Antônio, a Paula, o Grilo, Rosângela, Magal, Ton, Roberto, Rafael, Larissa, Luiz e tantos outros que assim como eu e você são dependentes da misericórdia, do amor e da graça de Deus.

Que antes de discriminarmos procuremos conhecer suas histórias, antes de julgarmos e apontarmos o dedo, mostremos a Graça Salvadora, antes de “ajudarmos” olhemos e nos atentemos para as reais necessidades e que não nos esqueçamos jamais do maior mandamento deixado pelo Mestre da Vida; o amor.

Por um evangelho puro, simples e sem máscaras!

Nossa tarefa é: “Levar essas noticias aos que nunca ouviram nada a respeito de Deus e explicar como a mensagem opera – pela fé simples e pela verdade singela.” 1 Timóteo 2.7, A Mensagem.

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