GRAÇA

A disponibilidade da salvação através da graça trouxe uma grande mudança na história da igreja. A desafiadora doutrina da graça, vem de certa forma confrontar a cultura da época – e até nossos dias – que valorizava as obras e ainda permanecia aprisionada aos mais diversos sacrifícios. A salvação então passou a ser pregada como algo de livre acesso, disponível a todos (Tito 2.11).

Esse acontecimento trouxe então um renovo à igreja existente, afinal o próprio Cristo pregava sobre isso, mas, a ignorância do povo fez com que Paulo retomasse o assunto de forma ainda mais forte, e exemplificando que não seria em hipótese alguma, por merecimento ou por obras o alcançar da salvação, entretanto, apenas e tão somente pela graça (Romanos 11.6).

A graça foi manifestada na pessoa de Jesus e a glória também será manifestada em sua plenitude na volta da pessoa de Cristo. O favor imerecido da graça é muito bem exemplificado por H. Blackaby que afirmou: “Graça é receber o que não merece, misericórdia é não receber o que merece.” Essa graça se constitui na porta única para o acesso a salvação em Cristo Jesus, é através dessa graça que Deus quer salvar o mais indigno dos homens, afinal; “Ora, bons homens não precisam de um Salvador; os miseráveis é que precisam. Quando você retira do homem toda a escuridão que há dentro dele, você retira a glória do evangelho que existe para iluminá-lo.” Paul Washer. E é essa mesma graça e reconhecimento da nossa péssima condição que nos ensina sobre o amor incondicional de Jesus por nós.

Em nossos dias, vemos pouquíssimas igrejas fazendo uso desse principio, através de atividades que são desenvolvidas nas comunidades locais que estão inseridas, de forma que facilitem a exemplificação da Graça, alcançando e desafiando as pessoas a receberem tamanho presente e herança que nos foi deixada; a salvação, não por obras ou merecimento, mas genuína generosidade de Deus para com todos os seus filhos.

Essa doutrina é desafiadora até os dias de hoje, afinal é incompreensível o fato de que Deus me ame e me perdoe independentemente de quantas vezes eu o decepcione e rejeite o seu amor por mim “A única maneira de realmente apreciar o amor e a graça de Deus é vendo a profunda escuridão do homem.” Paul Washer. É inacreditável a ideia de que eu não precise sacrificar nada para me tornar merecedor de tão grande amor. Afinal, sendo pela graça, nada do que eu faça ou diga me transformará em alguém que alcance tal redenção por mérito.

O desafio maior é viver respeitosamente sob tamanha graça, sem fazer uso de imensurável privilégio para me esconder das responsabilidades que tenho como cristão. As obras não salvam, mas precisam ser feitas “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.” (Tiago 2.17). Certa vez C. H. Spurgeon – considerado o príncipe dos pregadores no século XIX – sabiamente falou sobre a importância de cada um de nós fazermos nossa parte “Não pense que é necessário, querido amigo, para você servir, que você faça o trabalho de outras pessoas. A atividade que sua própria mão encontre, essa atividade faça com todo o seu poder.” Nossas obras precisam ser feitas com a consciência de que fazê-las em nada muda a nossa real situação de indignos de tão escandalosa graça.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s