NÃO REDUZAM O SACRIFÍCIO DE CRISTO

Sobre a imagem que tem circulado o Facebook, registrada na ultima “Parada Gay”, ponderei muito para me manifestar ou não publicamente, afinal sei que é um assunto bastante delicado e que exige muito cuidado, por isso me dirigi a Deus em oração antes de iniciar esse texto para que não seja seduzido pela acusação, falta de amor e preconceito nas linhas seguintes. Permaneço orando enquanto cada letra é inserida aqui.

Antes de tudo faço questão de lembrar meu posicionamento contra qualquer tipo de preconceito, esse tipo de sentimento não tem absolutamente nada a ver com a fé cristã. Também faço questão de lembrar que sou contra a essas manifestações que defendem apenas uma classe. É uma valorização do eu desenfreada, onde o meu direito é que realmente vale e é importante e, o outro pouco importa. Sou contra a parada gay, a marcha da maconha, e, inclusive – principalmente – contra a tal marcha para Jesus, pois, acredito que Ele não participaria de algo assim. Na busca pela individualidade só se constrói o edifício do egoísmo, a ponte da arrogância, o palácio da prepotência e o parque da intolerância.

Enfim, a imagem realmente me trouxe profunda dor no coração. Senti-me intensamente entristecido ao ver aquela pessoa representando a Cristo, o Salvador da humanidade, o Príncipe da Paz, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores. Sim, chorei. Todavia, meu sentimento não se derivou ao fato de que a pessoa representando o Cristo fosse a travesti Viviany Beleboni, uma aderente do movimento LGBT. Não! Apesar de que, sim, para mim esse fato deixou-me ofendido como cristão diante da situação. Porém, esse não foi o problema maior. Não foi isso que tirou lágrimas dos meus olhos. Não foi aquela pessoa que fez meu coração doer. Não! O que me traz inescrutável tristeza é o fato de terem reduzido o sacrifício de Cristo – aquele que me salvou do meu pecado e me proporcionou vida eterna – a tão pouco. Cristo não era líder de um movimento que defendia os interesses de uma classe. Cristo não se entregou naquela cruz apenas pelos aderentes do movimento LGBT, ou pelos de fé católica apostólica romana, tampouco pelos protestantes. Não foi só por isso! Cristo se mostrou como o Rei do Reino dos Céus. Jesus se mostrou como Filho do Homem, como o próprio Deus, não era um simples líder politico. Cristo se entregou por toda a humanidade. Toda! E nessa totalidade de seres humanos, estamos eu e você. Não há distinção. O sacrifício do Cordeiro foi oferecido em favor de TODOS os homens, para o perdão dos pecados de todos. Afinal de contas, como nos lembrou o apóstolo Paulo: ”Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.23). E sim, a prática homossexual é, também, pecaminosa. E não fui eu quem disse isso, foi o próprio Deus nas Escrituras Sagradas “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis; nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem os que se submetem a práticas homossexuais, nem os que as procuram, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem caluniadores, nem os que cometem fraudes herdarão o reino de Deus”. (1 Coríntios 6.9-10). Talvez algumas pessoas até se decepcionem diante desse meu texto. Mas, é o que a Bíblia diz, e eu fico com a Palavra de Deus.

É importante que nos lembremos de que TODOS nós pecamos. Ora fomos injustos, às vezes imorais, em algumas ocasiões idólatras, alguns cometem adultério, outros se submetem as práticas homossexuais, existem aqueles que roubam, que são mesquinhos, que se embriagam, há também os mentirosos, e todos esses pecaram. Sim, eu e você. Nós. Todos nós pecamos e fomos destituídos da glória de Deus. Fomos destituídos de desfrutar do Reino de Deus. Não somos dignos. Ninguém é! E eu, principalmente eu, não sou.

Li vários textos sobre o ocorrido, e acredito que nunca esse evento foi tão comentado. E uma das coisas que li, foi que aqueles que querem ser respeitados a todo custo, agem com tamanho desrespeito. Isso me chamou a atenção. Afinal, muitos representantes da “igreja evangélica brasileira” incitaram o preconceito e a intolerância. Infelizmente isso é uma verdade. Houve aqueles que tiveram a ousadia de escreverem que Deus deveria pesar sua mão de justiça sobre essas pessoas. Eu clamo por misericórdia, para mim, para eles, para todos nós. Todavia, as manifestações proferidas por estes foram dirigidas a pessoas, ao movimento, a forma de pensamento, etc. Já o que aconteceu no ultimo domingo foi uma manifestação reduzindo o sacrifício do Cordeiro a nada. Foi golpe baixo. Não foi uma ofensa contra os religiosos, foi um desrespeito à figura de Cristo. A morte e ressurreição do Messias não foi algo banal, não foi uma resposta a criticas contra o movimento judeu, não foi um grito pela liberdade da orientação sexual. NÃO FOI POR ISSO! A morte de Cristo, na Cruz do Calvário foi a consumação do sacrifício do próprio Deus para uma humanidade perdida, imunda, desesperada e carente de misericórdia, graça e salvação. Não reduzam esse sacrifício a um simples direito de resposta contra qualquer tipo de agressão.

A travesti Viviany Beleboni disse “Nem Deus agradou a todos, não é mesmo?” E realmente é verdade, Ele não agradou a todos. Mas, ele não veio para isso. A grande diferença é que Ele se entregou, foi humilhado em praça pública, em sua cabeça foi colocada uma coroa de espinhos, em seus punhos pregos, em seus pés mais pregos e, na cruz recebeu o juízo pelos pecados de toda a humanidade. A grande diferença é que Cristo “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Isaías 53.3-5). Esse sacrifício não pode ser reduzido. Não pode ser colocado no teatro do desrespeito. Não pode ser menosprezado a ponto de ser usado como direito de resposta. Não!

Viviany disse que representou as dores das pessoas que faleceram vitimas de preconceitos, enquanto Jesus sofreu as dores dos pecados de todos nós. Ele não representou. Ele não encenou. O Calvário não foi uma demonstração de arte hollywoodiana, mas sim, da justiça de Deus diante do pecado de toda a raça humana. Sim, todos pecaram. Sim, todos foram destituídos da glória e do Reino de Deus. Sim, eu sou o mais miserável de todos os homens. Porém, a justificação veio “gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3.24-26).

Minha oração é para que nós, seguidores do Cristo ressurreto, ouçamos o seu conselho e sejamos reconhecidos pelo amor para que não criemos espaço para que o Nome Sobre Todo Nome seja uma vez mais envergonhado e seu sacrifício não seja outra vez reduzido. Que Deus nos ajude, em nome de JESUS, aquele que VIVE e REINA para SEMPRE. Amém!

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